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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Como a F1 começou a usar capacetes fechados



Além de inventar um dispositivo aerodinâmico
 e se tornar o último homem a vencer um grande
 prêmio em um carro projetado por ele mesmo, o
 que Dan Gurney fez na Fórmula 1? Que tal ter sido 
o primeiro a usar um capacete fechado, em 1968?

Talvez você se lembre do GP da Alemanha de 1968 
 como o grande dia de Jackie Stewart. Foi a corrida
 que colocou à prova os pilotos que enfrentaram as 
águas geladas das montanhas Eifel. Quando tudo terminou, 
depois de 14 eternas voltas pelas montanhas, o jovem escocês 
com o tradicional tartan real dos Stewarts ao redor de seu
 capacete branco venceu a prova, se sagrando como
 um novo nebelmeister (mestre da névoa).

Na cabeça de Stewart, assim como na cabeça de todos os pilotos
 da época, estava um capacete aberto, usado com um visor ou 
óculos para proteger de pequenas pedras e insetos. Nesta mesma
 corrida, oito minutos atrás, mas ainda na mesma volta do líder,
 estava o competidor norte-americano Dan Gurney com
 um capacete fechado, pela primeira vez na Fórmula 1.

O equipamento usado por Gurney se desenvolveria com o 
decorrer do tempo, transformando-se de uma esfera que
 funcionava na base da fé em uma armadura de fibra de carbono
, forte o bastante para desacelerar impactos violentos de molas
 desgovernadas em projéteis não fatais, salvando a vida de muitos
 pilotos. Naquela fria tarde de1968, poucos imaginariam que 
a Fórmula 1 se transformaria em um esporte com poucas fatalidades.

Aquele era um tempo em que as florestas
 eram rasgadas por um asfalto que hoje mal serviria
 para o estacionamento de um supermercado, quando 
Dan Gurney e Jackie Stewart pilotavam seus carros azuis 
por aquelas solitárias curvas, sem áreas de escape ou 
guard-rails, algumas árvores e postes no meio do caminho 
e pouquíssimas câmeras para mostrar 
com quantos culhões se fazia um piloto.

[Fotos: Jim Culp]

POR - PETER OROSZ
15 AGO, 2013 - 18:42

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